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Este Blogue é um estudo da Associação Projecto Raia Alentejana e tem como objectivo a discussão da violência em geral e da guerra na Pré-História em particular. A Arqueologia da Península Ibérica tem aqui especial relevo. Esperamos cruzar dados de diferentes campos do conhecimento com destaque para a Antropologia Social. As críticas construtivas são bem vindas neste espaço, que se espera, de conhecimento.

Guerra Primitiva\Pré-Histórica
Violência interpessoal colectiva entre duas ou mais comunidades políticas distintas, com o uso de armas tendo como objectivo causar fatalidades, por um motivo colectivo sem hipótese de compensação.


Wednesday, 29 April 2009

Fortes

por Luis Lobato de FariaTamanho do tipo de letra
Nunes (2005, p. 118) define forte como: "Pequena fortificação isolada que, podendo ser autónoma, depende muitas vezes, de uma praça principal…".
Segundo Kunst (2000, p. 138) a fortaleza de Los Millares está rodeada por mais de dez fortins, estes controlam toda a área povoada e também o acesso ao mesmo pelas montanhas.
Aranda Jiménez e Sánchez Romero (2005, p.184) descrevem a primeira linha de defesa de Los Millares: "…The overall defensive system at Los Millares has two further lines of forts placed in strategic positions on the tops of higher hills. These forts protect the southern flank of the settlement for two kilometers and close the access along the rambla of Huechar another adjacent areas". Ainda segundo os mesmos autores (p.188) temos um pormenor interessante: "Workshops specializing exclusively in arrowhead production have been found in Fort 1 at Los Millares (Molina et. al. 1986; Ramos et. al. 1991)…".
Delibes de Castro e Santiago Pardo (1997, p.97-98) acerca dos Fortins de Los millares: "…es le n.º 1, exhumado casi por completo, el que nos permite conocer con detalle el contraste existente entre sus dimensiones muy reducidas – es aproximadamente circular, con un radio de poco más de veinte metros – y la descomunal inversión energética para desplegada para fortificarlo (…) La estratégica situación de estos trece pequeños alcázares, la importancia de sus obras de fortificación y la estricta correspondencia de sus ocupaciones con la etapa de plenitud del plobado principal de Los Millares, avalan la idea de que todos ellos se integran en un mismo y ambicioso proyecto defensivo, en un sistema areotectónica general perfectamente planificado".
Os fortes são para mim uma das melhores evidências de guerra primitiva na Pré-História da Península Ibérica.

Referências:
ARANDA JIMÉNEZ, Gonzalo; SÁNCHEZ ROMERO, Margarita (2005) – The origins of warfare: later prehistory in southeastern Iberia. In PEARSON, Mike Parker; TORPE, I. J. N., eds – Warfare, violence and slavery in Prehistory. BAR Internacional Series, 1374, p.181-194.
DELIBES DE CASTRO, Germán; SANTIAGO PARDO, Jorge (1997) – Las fortificaciones de la Edad del cobre en la Peninsula Ibérica. In Garcia, J. A.; antona del vale; eds – La guerra en la anteguedad: una aproximación al origen de los ejércitos. Madrid: Ministerio de Defensa. p. 85-107.
KUNST, Michael (2000) – A Guerra no Calcolítico na Península Ibérica. Era- Arqueologia. 2, p. 128-142.
NUNES, antónio Lopes Pires (2005) – Dicionário de arquitectura militar. Vale de Cambra: Caleidoscópio.

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